CENTRO
SRI SATHYA SAI PANTHEON
QUEM
É SAI BABA?
"O
granito se tornará pó algum dia
e deste pó surgirá um raminho que
se converterá em árvore. Ao comer
do fruto da árvore o homem e sua mulher
trarão uma criança ao mundo. Se
o granito pode transformar-se no cálido
coração de uma criança, por
que não poderia um homem agraciado com
rara ternura tornar-se um homem-Deus"?
Sathya
Sai Baba
Quem é
Sai Baba? Esta é uma pergunta que ninguém
conseguirá responder de maneira a satisfazer
plenamente a todos. Cada um poderá definir
Sai Baba de acordo com sua visão e entendimento.
Um ser tão extraordinário e surpreendente
leva às mais diversas interpretações,
uns insistirão mais em um aspecto, outros
em outro, mas não existe nada que revele
mais verdadeiramente que a própria experiência.
Para alguém que não tenha vivido
uma experiência transcendental é
praticamente impossível a compreensão
do seu significado prodigioso e transformador
na vida de quem experimentou o encontro com uma
nova luz criadora de uma nova ordem interior.
Demonstrar de um modo certo e absoluto a existência
da divindade e dar uma ideia do seu esplendor
de tal maneira que faça todos comungarem
da bem-aventura sentida devido ao contrato com
o transcendente é um problema que desde
tempos imemoriais as várias religiões
e filosofias tentam resolver. Sai Baba é
considerado por milhares de pessoas de todas as
religiões e raças o avatar da nossa
era. Todas as religiões acreditam em encarnação
divina, mas o oriente tem esse conceito incorporado
e universalizado, e venera todos os mensageiros
divinos, ao passo que o ocidente admite apenas
uma avatar: Jesus. A fé não se inventa,
nem se impõe. A necessidade de crer está
intimamente ligada à necessidade de amar;
é por isso que seres humanos têm
necessidade uns dos outros e de Deus. Mesmo os
que se declaram ateus sentem no âmago do
seu coração o desejo de experienciar
a divina presença. Tudo o que eleva o pensamento
humano acima de sua natureza animal, como o amor,
a ética, a moral, a honra, o caráter,
a devoção, o serviço desinteressado
e a compaixão, são indícios
de fé em algo maior do que as informações
inexatas dos sentidos. Quer pela afirmação,
quer pela negação da existência
de Deus e do avatar, o ser humano tenta compreender
e devassar o mistério do infinito e inominável.
A busca do divino tem um lugar maior em nossas
vidas do que julgam os que têm a pretensão
de pensar que Deus é dispensável.
Para a ciência, Deus é uma hipótese,
mas para o ser espiritual que somos essencialmente
é uma necessidade inata. Deus não
se circunscreve a provas laboratoriais e comprovações,
está acima e além da razão
cientifica. Muitos cientistas tentaram e tentam
explicar o fenômeno Sai Baba, esquecendo-se
de que a ciência é absolutamente
impotente para provar que se deva ou não
acreditar no fenômeno da avataridade. Só
a vivência do poder transcendental de um
avatar pode fornecer o aval que necessitamos para
crer no homem-Deus. O conceito da existência
do avatar não é uma afirmação
que pertença à ciência, mas
sim ao terreno da metafísica. Trata-se
da expressão de poder que nulifica as leis
naturais da física e da química
e as transcende. Sai Baba nasceu em 23 de novembro
de 1926 na aldeia de Puttaarthi, no estado de
Andhra Pradesh, Índia. Essa aldeia era
desconhecida antes de seu nascimento, mas hoje
é centro de peregrinação
na qual enormes multidões vindas da Índia
e das mais variadas partes do mundo acorrem. A
mensagem de Sai Baba é um convite e um
desafio. Um convite para todas pessoas de fé
provenientes de todas as religiões e doutrinas
para um maior aprofundamento nas escrituras sagradas
das crenças que abraçaram visando
ao reconhecimento da unidade subjacente e dos
valores humanos que as permeiam, procurando o
autoconhecimento e autoaprimoramento. É
um grande desafio para os preconceituosos, incrédulos
e céticos. A universalidade é a
tônica dos seus discursos e escritos. Não
procura catequizar, doutrinar nem saber a que
religião pertence alguém ou se segue
determinado mestre. Suas falas tocam todos os
corações, são compreendidas
pelo aldeão analfabeto e, ao mesmo tempo,
o significado profundo que contêm instiga
a mente dos intelectuais. Demonstra infinitos
poderes, emana uma energia amorosa imensurável
todo esse poder se manifesta através de
um ser humano como nós. Ai está
o maior dos paradoxos contidos no avatar. Certa
vez afirmou: "Eu sou Deus. E digo que tu
também és Deus. A única diferença
é que eu sei disso e tu não sabes".
Nossa tendência a explicar o mistério
nos distancia da oportunidade de vivê-lo
intensamente pelo sentimento. Com isso não
estou defendendo a chamada fé cega, que
conduz ao fanatismo e ao fundamentalismo, mas
estou propondo que ousemos afirmar pelo sentimento
e compreensão lúcida que existe
um fato inconstante, e imenso, apreciável
pela fé e enigmático para a ciência;
um fato que de inúmeros modos supera obstáculos
condicionamentos culturais, unindo oriente e ocidente
demonstrando poder de alcance universal: o amor
de Deus. Sai Baba é indiscutivelmente um
ser dotado de energia infinitamente amorosa e
poderosa. Trata-se também de um excepcional
educador, reconhecido e respeitado mundialmente.
Sua proposta educativa está criando as
bases de uma humanidade diferente, que comungue
na fé, na alegria, na esperança
e na fraternidade. Constantemente praticando o
que prega, ele faz da própria vida sua
mensagem. Independente de aceitar ou não
Sai Baba como avatar, é inegável
que se trata de um espírito evidentemente
especial, que ultrapassa os limites da lógica
objetiva. Um ser quântico capaz de transformar
matéria em energia densa, cuja grandeza
põe em xeque nosso raciocínio. O
mais fantástico de todos os seus milagres
é a capacidade de transformar mentes e
corações. Não traz uma nova
religião ou seita, porém desperta
em nós o que se poderia chamar de religião
natural, a certeza acalentadora do encontro intransferível
com a divindade interior. O diálogo com
o avatar acontece no terreno do intangível,
através da linguagem que só o ser
interior é capaz de captar. Essa comunicação
íntima com a essência divina transcende
a forma, nos ensina o idioma do coração
e propicia nossa entrada nos níveis mais
sutis da mente, descortinando possibilidades e
elevando o nível da nossa consciência.
Sai Baba nos estimula na busca da nossa verdadeira
identidade, fala aos nossos corações
e ilumina nossas mentes, e sua mensagem libertadora
oferece um campo enorme às conquistas da
inteligência. O despertar do coração
e a lucidez do intelecto alimentado pelo amor
nos revelam que a natureza e o universo obedecem
a um equilíbrio único e vivem em
constante interdependência e mutação.
Sai Baba apresenta onipotência, onisciência
e onipresença. Materializações
de jóias, objetos e pedras preciosas cuja
forma, cor e composição química
não foram identificadas no planeta, a criação
do vibhuthi (literalmente emanação
da divindade), uma cinza que com um movimento
ondulatório de sua mão costuma tirar
do nada, de lugar nenhum, cujo significado é
o último estágio da matéria
densa e tem potências curativas múltiplas
tanto do corpo quanto da alma, inquietam e são
objetos de pesquisas para cientistas de todo mundo.
Não demonstra seus poderes para o proveito
próprio, não se trata de magia ou
ilusionismo, mas de recursos por ele usados para
que nossas mentes entorpecidas pelos apelos dessa
era materialista, consumista e imediatista se
detenham nos mistérios transcendentais.
As curas físicas que acontecem nos vários
lugares do planeta beneficiam seus devotos ou
mesmo pessoas que apenas estiveram na sua presença
ou a invocaram a distância, estando elas
a milhas de distância, são expressões
do poder exibido por sua personalidade insondável.
Sua obra educacional, reconhecida e adotada há
mais de trinta e cinco anos em mais de cento e
trinta países, propõe o resgate
da consciência do sagrado pelos valores
éticos e espirituais que são inerentes
à condição humana, e prioriza
com isso a formação do caráter
e o desenvolvimento integrado dos aspectos da
personalidade humana. O Programa Sathya Sai de
Educação em Valores Humanos enfatiza
a educação como o fio condutor das
transformações fundamentais e formadora
de novos paradigmas, quer no âmbito individual,
quer no social. Propõe a vivência
dos valores humanos como o agente modificador
que permitirá ao homem encontrar o self
(o si mesmo, a alma cósmica) e formar uma
sociedade mais solidária e harmônica.
Diante do homem consciente dos valores éticos
e espirituais que lhe são inerentes não
há violência, tolice, maldade ou
sonho doentio que persista incólume. A
mente e a personalidade, quando aperfeiçoadas
pelo exercício dos valores humanos e a
autoindagação, se inclinam diante
da sublime realidade do espírito imortal,
abrem espaço para a alegria e a criatividade.
Pelos valores humanos poderemos viver em paz e
em comunhão universal, e conquistaremos
nossas paixões e impulsos irracionais,
assumindo felizes a responsabilidade de ser humano.
Percebemos que nossas diferenças raciais
e culturais são fonte de aprendizado e
abrimos, agradecidos, as portas dos santuários
da verdade absoluta, e neles nos engrandecemos
comungando do mesmo anseio de conhecimento e autorrealização.
A consciência ativada pelo amor dignifica
a vida e se traduz na ação correta.
O Programa E.V.H acredita ser esse o fator desencadeador
da grande revolução deste final
de milênio, a revolução do
homem, que nasce aprisionado a sua natureza animal
e deve ser educado para descobrir e viver os valores
que são os fundamentos de sua consciência
humana para finalmente morrer conhecedor de sua
essência divina. O aperfeiçoamento
moral e ético tanto individual quanto civil
certamente propiciará a realização
das nossas mais acalentadas esperanças
de um mundo melhor e mais feliz. É impossível
negar que a sede de Deus torna-se maior a cada
dia em toda parte, por isso estamos testemunhando
um grande salto do ser humano em direção
ao seu interior. A cristalização
dos nossos erros nos obriga a novos posicionamentos
em relação a valores, crenças,
prioridades e ideais. O fato de assistirmos à
degradação das bases familiares,
o descrédito nas instituições
e sistemas políticos, assim como a avassaladora
destruição do meio ambiente e acumulação
material sem um objetivo mais generoso e abrangente,
atesta a perda da vida de muitos. Tudo isso colocou
em marcha de mudanças pelo autoconhecimento.
Embora ainda indefinido para muitos, o caminho
para essas transformações individuais
e sociais deve passar inexoravelmente pelos valores
humanos. Sai Baba baseou seu programa educacional
nos pilares dos valores absolutos: VERDADE_ AÇÃO
CORRETA_PAZ_AMOR_NÃO VIOLÊNCIA. Os
valores são o sustentáculo e o equilíbrio
do caráter e do coração fecundo.
A pressão do inconsciente coletivo clama
por reformas no comportamento humano, mudanças
de paradigmas e inserção de novos
elementos para a criação de uma
nova realidade. A espiritualidade sendo vivida
de forma natural e plena como propõe Sai
Baba é o fator de mutação;
cria uma perspectiva itinerante nova da vida e
precisa ser cultivada como parte integrante do
potencial humano e não como uma imposição
de determinada religião. É preciso
assumir nossa responsabilidade para com a Terra,
para com a comunidade, para conosco, para com
o semelhante, e para com Deus, diferenciando crença
de fé. Tudo isso faz parte da convocação
que Sai Baba nos faz. Sei que diante de Sai Baba
e seus feitos milagrosos muitos se sentirão
provocados e até duvidarão da veracidade
de tais feitos; outros talvez não achem
que a humanidade mereça tamanha graça.
Espero que façam dúvida do estímulo
para maior conhecimento da mensagem de Sai Baba,
contida na sua proposta educacional e na complexidade
dos seus fenômenos. As opiniões,
críticas e análises são de
pouca serventia no que tenge ao avatar; é
preciso que deixemos de lado o medo, os dogmas
e os preconceitos para que possamos experimentar
naturalmente as emoções mobilizadoras
que o contato com sua energia provocarem. Para
isso não é necessário estar
fisicamente com ele, apenas que permitamos que
nosso coração e nossa mente dialoguem
com seu amor pela interiorizarão. Desconhecer
ou negar a priori o avatar pode significar perder
uma oportunidade única: conhecer uma encarnação
do Mistério. Se, por acaso, depois de ler
este artigo você continuar indiferente ou
resistente a aceitar Sai Baba como atual manifestação
do padrão perfeito da energia universal
que assume forma humana para que posamos viver
infinitas possibilidades ou mesmo admitir que
existam avatares, ou ainda aceitar apenas determinada
personalidade como divina, pelo menos algo a mais
você conheceu. Espero ter estimulado sua
curiosidade positivamente. Afinal vivemos um tempo
de buscas e descobertas. Estamos presenciando
a emergência de uma sensibilidade espiritual
e global caminhando paralelamente com as aposições
e as resistências mais variadas. Por outro
lado, aumenta cada vez mais a consonância
entre ciência e espiritualidade demarcando
limites entre fé e superstição
transformando objeções sistemáticas
em argumentos esclarecedores. Os processos culturais
cada vez mais interligados pela instanteniedade
da divulgação da informação
introduziu algo extremamente inovador: a mundialização,
a sociedade planetária. Não importa
de que forma cada um de nós codifica essa
mudança planetária, o que se faz
necessário é a sintonização
com as forças da construção
e não queixume derrotista. A emergência
da espiritualidade nos unifica e nos convida para
contribuir e reconhecer a beleza mágica
dessa transição humana. Quero também
lembrar que nada nem ninguém é tão
impermeável que não possa ser penetrado
pela doçura do amor de Deus, nem permanecer
intocado pela sua força transformadora.
Sai Baba costuma dizer: “Dê um passo
em minha direção e Eu darei dez
na sua. Acreditar em si mesmo é acreditar
em Deus”. Sabemos o quanto somos gratos
e amamos a vida quando acreditamos nela mais do
que a tememos, desse modo somos merecedores das
inúmeras oportunidades de conhecimento
e autodescoberta que ela nos oferece. Cada dia
traz uma revelação nova, e o ser
humano se afirma, cria e conquista a si mesmo
revestido pela luz do seu espírito.
Marilú
Martinelli
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